Google anuncia venda da Motorola Mobility para a Lenovo

Motorola Lenovo
O Google anunciou nesta quarta-feira (29) que fechou um acordo com a chinesa Lenovo para vender a divisão de celulares da Motorola, confirmando rumores publicados na noite de hoje. O valor da transação foi de US$ 2,91 bilhões. De acordo com Larry Page, CEO do Google, a venda permitirá que o Google concentre os esforços em inovações que beneficiem todo o ecossistema do Android.

Larry Page diz que o mercado de smartphones é altamente competitivo, afirmando que a Motorola Mobility será melhor administrada pela Lenovo, que lidera o mercado de PCs no mundo e está crescendo rapidamente no segmento de smartphones. Ele afirma que a Lenovo pretende manter a marca da Motorola, assim como a chinesa fez com a linha ThinkPad, comprada da IBM em 2005.

Fazendo referência ao Google Glass, ao Chromecast e à recente aquisição da Nest, Page declara que o mercado de dispositivos móveis é muito diferente do mercado de gadgets domésticos e vestíveis, e que a venda da Motorola Mobility não representa uma grande mudança nos outros esforços de hardware da empresa.

O anúncio soou como uma confirmação de que o Google estava interessado apenas nas patentes da Motorola Mobility ao comprar a fabricante de celulares em agosto de 2011, por US$ 12,5 bilhões. “O Google vai manter a grande maioria das patentes da Motorola, que continuarão sendo usadas para defender todo o ecossistema do Android”, diz Page.

É importante lembrar que, apesar de ter lançado dois smartphones que agradaram muito ao público pelo custo-benefício, o Moto X e o Moto G, a Motorola Mobility não estava gerando lucro. O último relatório financeiro divulgado pelo Google, referente ao terceiro trimestre de 2013, apontava perdas de US$ 248 milhões. Um ano antes, no terceiro trimestre de 2012, o prejuízo havia sido de US$ 192 milhões.

A Lenovo é hoje a maior fabricante de PCs do mundo e aparentemente também quer se tornar uma gigante dos smartphones, um mercado onde ainda está em quarto lugar, com apenas 4,7% de fatia de mercado, de acordo com o último relatório do IDC, referente ao terceiro trimestre de 2013. A empresa fez grandes aquisições nos últimos anos: comprou a divisão de PCs da IBM em 2005 (US$ 1,75 bilhões), a brasileira CCE em 2012 (R$ 300 milhões) e a divisão de servidores x86 da IBM na semana passada (US$ 2,3 bilhões).

A aquisição da Motorola Mobility pela Lenovo ainda passará pela aprovação dos órgãos reguladores.

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Microsoft aposenta MSN Messenger e integra serviço ao Skype

A Microsoft anunciou nesta terça-feira (6) que o MSN Messenger deixará de existir como é hoje e agora os usuários do serviço poderão usar o Skype para trocar mensagens. “Vamos aposentar o Messenger em todos os países [menos na China continental] no primeiro trimestre de 2013”, informou a companhia, por meio de comunicado. Também saem de uso aplicativos para celulares e tablets que permitam o uso do serviço.

Tela de login do MSN Messenger, que será
descontinuado bem 2013 (Foto: Reprodução)
Segundo a Microsoft, o esforço de integração dos dois serviços começou há algumas semanas, quando foi lançada uma nova versão do Skype, que permite que as pessoas se conectem ao Skype usando uma conta da Microsoft.
Piero Sierra, diretor de administração de programas do Skype, conta que espera que os usuários possam fazer uma boa transição. “O Skype é bem fácil de usar, quando você entrar todos os seus contatos já vão estar lá e as funções dele são mais poderosas”, explica, em entrevista ao G1.
Além disso, o executivo destaca o fato de o Skype já pode ser usado em diversas plataformas de smartphones e tablets, além dos desktops. “Do Skype, você também pode ligar para telefones do ‘mundo real’”, brinca.
Entenda a integração
A integração entre os dois serviços começa já nesta terça-feira (6). A companhia afirma que os usuários do Messenger já podem instalar a versão mais recente do Skype e fazer o login com a conta da Microsoft. A empresa garante que os contatos do Messenger já estarão integrados ao Skype.
“Se você já estava usando o Skype, pode conectar as duas contas [a do Skype e a do MSN] e juntar os contatos dos dois serviços”, explica Sierra. Ele conta que os contatos são integrados imediatamente. Já estando no Skype, o usuário pode se comunicar com seus amigos que já migraram ou com os que ainda estão no MSN.
Novas funções
Com o novo Skype, os usuários terão acesso a funções como chamadas em vídeo para celulares, chamadas para amigos do Facebook, videoconferências em grupo e compartilhamento de tela.
A partir desta terça-feira (6), a Microsoft já começa a divulgar o Skype para usuários do MSN no Brasil. “Vamos encorajá-los a tentarem por si mesmos. Acreditamos que a experiência é melhor”, explica Sierra.
Sierra explica que a integração entre os dois serviços foi feita porque a Microsoft quer oferecer aos consumidores as “melhores funções”. Segundo ele, os times que cuidam dos dois serviços também passam a se integrar.
Aposentadoria
A confirmação da aposentadoria do MSN vem depois de uma série de rumores sobre o assunto ter sido publicado. O blog de tecnologia americano The Verge informou que a Microsoft anunciaria a integração ainda esta semana.
A companhia informa que o MSN tem mais de 30 milhões de usuários no Brasil –o país é o mercado número um do serviço, que tem mais de 100 milhões de usuários no mundo.
Um estudo divulgado em julho pela E.life aponta que o MSN é o terceiro serviço mais usado pelos internautas brasileiros –apenas Facebook e Twitter são mais populares que ele. Para o levantamento foram entrevistadas 1.316 pessoas entre novembro de 2011 e fevereiro de 2012, segundo a E.life.

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Nova edição do Humble Bundle traz 6 jogos para o desktop Linux

O Humble Bundle alcançou notoriedade suficiente para dispensar a apresentação, mas vale destacar: os jogos de desenvolvedores independentes incluídos no pacote são isentos de DRM e funcionam no desktop Linux, no Mac, Windows e Android.

bundle 6

Como de hábito, cada usuário escolhe quanto quer pagar, e ainda pode escolher como quer que o pagamento se divida: qual o percentual que vai para os autores, para os empacotadores e para uma instituição sem fins lucrativos à escolha entre as integrantes da promoção (usualmente eu escolho a EFF).
No momento o pacote tem 5 jogos, e quem pagar acima da média (que no momento em que escrevo está pouco abaixo de US$ 6) ganha um título a mais: o Machinarium. humblebundle.com

(via linuxbr.com.br)

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FBI emite alerta sobre malwares em smartphones com Android

Boa notícia para quem encontra dificuldade em conscientizar usuários de smartphones contra os perigos representados pelos malwares que os rondam: no final da semana passada o IC3, iniciativa do FBI em conjunto com o NW3C contra crimes na Internet, emitiu um alerta sobre os variados malwares que atacam aparelhos com Android, com recomendações de segurança que podem ser adotadas pelos usuários expostos.
No alerta, a organização cita como exemplo detalhes de 2 malwares específicos que podem tomar o controle do aparelho a partir da visita a links inseridos em páginas na web, e apresenta 12 dicas de segurança para a proteção dos usuários.
Entre as sugestões estão manter atualizado o sistema operacional, não instalar aplicativos de origens desconhecidas, desativar recursos não utilizados, ativar proteção criptográfica dos dados armazenados no aparelho, pesquisar sobre os autores de um aplicativo antes de instalar, instalar sistemas de proteção contra malwares, ter consciência das implicações de segurança de obter acesso irrestrito (root), e mais. (via fortune.com – “FBI issues Android warning”)

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Kaspersky diz que ataque comprometeu mais de 4 milhões de modems banda larga no Brasil

Milhões de internautas brasileiros foram vítimas de um ataque que invadiu e alterou as configurações de modems DSL (banda larga), fazendo com que as visitas ao Google ou Facebook, por exemplo, fossem redirecionadas para sites falsos. Essas páginas, por sua vez, infectavam o micro com malware capaz de roubar dados bancários.
O ataque infectou mais de 4,5 milhões de modems DSL, disse o analista de malware da Kaspersky Lab no Brasil, Fabio Assolini, em post no blog da empresa.
A vulnerabilidade explorada pelos crackers permitia o uso de um código (script) simples para roubar senhas e acessar remotamente a configuração dos modems. A alteração fazia com que, ao digitar um site, como www.meubanco.com.br, o internauta fosse parar em um site clonado, que injetava um código malicioso no sistema.
“Esse golpe, em ação desde 2011, explora uma vulnerabilidade de firmware, dois scripts maliciosos e 40 servidores DNS maliciosos. Ele afeta seis fabricantes de hardware, resultando em milhões de internautas brasileiros vítimas de um ataque em massa contínuo e silencioso”, diz Assolini.
(…) Os ataques foram registrados em modems de seis fabricantes, dos quais cinco são populares no Brasil. “A negligência dos fabricantes e dos provedores e a ignorância dos órgãos oficiais do governo criaram uma” tempestade perfeita, permitindo aos cibercriminosos atacar à vontade”, escreveu o especialista. (…)

via idgnow.uol.com.br

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Brasileiro inventor da bina cobra direitos na Justiça

Conheça a história do brasileiro que pode se tornar um dos homens mais ricos do mundo se vencer a batalha jurídica que trava há 14 anos para provar que inventou o bina, sistema que identifica chamadas telefônicas
por Tarso Araújo e Lívia Aguiar | Fotos: Marcelo Camargo

“Alô? Quem fala?” Aos poucos, a tradicional saudação ao telefone vai perdendo o sentido. Afinal, quase todo mundo usa celular e todos eles indicam o número de quem está ligando. O que pouca gente sabe é que um brasileiro reivindica a invenção do sistema que permite a identificação da chamada. Nélio José Nicolai, mineiro de 71 anos, registrou a patente da primeira versão do dispositivo em 1980, quando o batizou de Bina – sigla de “B identifica o número de A”. Apesar de a tecnologia estar disponível em muitos telefones fixos e em virtualmente todos os celulares do mundo, ele nunca recebeu royalties – dinheiro que se paga ao autor de um invento pelo direito de explorá-lo economicamente. Nos últimos 10 anos, ele vendeu casas, carros e até cotas de uma eventual indenização para pagar advogados e processar dezenas de empresas de telefonia. Ele já ganhou 3 ações em primeira instância e uma em segunda. Se vencer a enxurrada de recursos que os réus usam para protelar a decisão final, pode receber uma quantia bilionária, que o colocaria entre os homens mais ricos do mundo.

A história de Nicolai com o Bina começa na cidade de Brasília, em 1977, quando trabalhava na Telebrasília, operadora local da Telebrás, antiga holding estatal de prestação de serviços telefônicos. Formando em eletrotécnica, ele descobriu sua vocação para inventor desde seus primeiro emprego numa empresa de telefonia, a Ericsson. “Quando havia problema na montagem, precisávamos transmiti-los para os laboratórios no exterior e esperar as soluções. Eu comecei a mudar isso, pois já mandava a solução a ser implementada”, diz. Não é só seu relato que confirma o talento para a inovação: ele tem 40 patentes registradas no Inpi (Instituto Nacional de Propriedade Industrial), com as mais variadas funções, desde leitores óticos para deficientes visuais até sistemas de proteção contra clonagem de cartões de crédito.

A ideia do Bina surgiu quando ele tentava resolver o problema de uma antiga brincadeira juvenil – os trotes telefônicos. “A solução veio num sonho.” Para testar, adaptou ao aparelho uma calculadora, que mostrava o número no visor e o imprimia em uma bobina. “Funcionou como primeiro protótipo”, conta. A Telebrasília não o incentivou a desenvolver a ideia por uma razão que hoje pode parecer piada: a estatal achava que identificar o número de quem fazia a chamada seria uma invasão de privacidade. Mesmo assim, Nélio registrou, em 1980, a patente dessa primeira versão do Bina. Dois anos depois, o destino facilitaria sua primeira aplicação prática.

ANTITROTE: Anúncio de um antigo modelo de Bina, cuja primeira versão foi patenteada por Nicolai em 1980. O aparelho era acoplado ao telefone para identificar o número de quem fazia uma chamada
“Eu alugava apartamento em um prédio em que só moravam oficiais dos bombeiros. Acabei os convencendo a fazer uma experiência”, diz Nicolai. Para eles, fugir de trotes era algo muito mais importante do que questões de privacidade. Os 4 aparelhos instalados na central 193 foram produzidos em 1982, por sua primeira empresa, a Sonintel. Era um aparelho pouco maior e mais baixo do que uma caixa de sapato, com cerca de 600 gramas, conectado ao telefone. Até que o invento foi parar em um seminário do extinto Ministério da Desburocratização, e a imprensa o descobriu. “Aí, minha vida começou a mudar. Ninguém mais conseguiu esconder o Bina”, lembra o pai da criança. Seus problemas com a paternidade do dispositivo, porém, já haviam começado.

Coleção de calotes
Antes de abrir sua própria empresa, Nicolai se associou a dois colegas, que teriam copiado a ideia. O mineiro diz que a dupla chegou a registrar uma patente e a lançar e comercializar um produto com a mesma função. O aparelho de Nicolai também despertou a atenção de companhias internacionais. Em 1984, a empresa de telefonia Bell Canada enviou representantes ao Brasil para estabelecer uma parceria com a Telebrasília, de olho no Bina. Naquele ano, ele foi demitido da estatal – antes e depois de sair, no entanto, visitou a empresa algumas vezes, para ajudar na montagem de um protótipo. A colaboração não foi para frente. Ou foi, porque, dois anos depois, surpresa: a Bell anunciou o desenvolvimento de um identificador de chamadas, lançado em 1988. Nicolai não recebeu nenhum crédto pelo produto.

Durante os anos 1980, as centrais telefônicas se modernizaram e Nicolai inventou uma nova versão do dispositivo, cuja patente seria solicitada em 1992 e aprovada em 1997. O inventor diz que, no mesmo ano, assinou contratos de licença de exploração da patente com a sueca Ericsson, para instalar e comercializar o Bina no Brasil por dois anos. Ele transferiu a tecnologia e, quando foi às telefônicas cobrar o pagamento de royalties, outra surpresa. “Avisaram que não me pagariam. Me mandavam ir à Justiça e, quem sabe, meus bisnetos veriam alguma coisa.”

A essa altura, ele também havia cedido licenças de exploração da patente para outra fabricante de telefones brasileira, que chegou a honrar os contratos por 10 meses. Até que a empresa interrompeu a produção do aparelho para importar um similar de Hong Kong – que tampouco pagava royalties a Nicolai. Cansado de tomar calotes, ele finalmente decidiu que estava na hora de ir aos tribunais, como a outra empresa havia ironicamente o instruído a fazer.

O tango judicial
Mas, afinal, Nicolai é ou não é o inventor do identificador de chamadas? E, se ele criou mesmo essa tecnologia, pode-se dizer que ela é usada por aparelhos de celular modernos? Nos dois casos, há controvérsias, muito exploradas nos tribunais.

Em algumas das ações, a Justiça já decidiu que, sim, Nélio José Nicolai é inventor do Bina e merece os royalties. As telefônicas brasileiras que vendiam o aparelho e o serviço e pagariam a conta recorreram. A Ericsson, por sua vez, entrou em 2003 com uma ação para anular a patente de 1992, alvo da disputa.

“Ela não tem suficiência descritiva nem atividade inventiva”, diz Clóvis Silveira, engenheiro eletrônico, sócio de um escritório de patentes contratado por réus das ações de Nicolai. Traduzindo: a patente não explicaria direito como funciona a tecnologia e, além disso, seria sobre uma tecnologia já existente. O que descumpriria dois requisitos para registro de um invento. Mas, então, porque a patente foi aceita?

Pois é, até o Inpi já mudou de opinião sobre o caso. Consultado pela Justiça, o instituto concordou que a patente não era válida e, depois, voltou atrás. Diante da confusão, a Justiça encomendou um laudo independente. Enquanto esse processo não é decidido, as outras ações estão paralisadas, desde 2005. “Por lei, um processo só pode ser suspenso por um ano. É por isso que o Nélio fica possesso”, diz Luis Felipe Belmonte, advogado do mineiro.

E a outra pergunta, sobre a tecnologia que Nicolai diz ter inventado ser a base para os celulares modernos? “Hoje, a patente perdeu o sentido, pois qualquer informação pode ser trocada entre as partes. O número de quem chama é apenas mais uma”, opina Hermes Magalhães, do departamento de Engenharia Eletrônica da UFMG. Hani Yehia, do Inova, laboratório de inovação da mesma universidade, discorda: “É como dizer que um avião de hoje não é o mesmo que um avião de 100 anos atrás. A telefonia mudou muito, mas os sinais que chegam à central telefônica são praticamente os mesmos.”

O caso de Nicolai não é uma exceção. A história está cheia de brigas por propriedade intelectual, a começar pela do próprio telefone. Graham Bell levou a fama, mas registrou sua patente no mesmo dia (e horas depois) que outro inventor, chamado Elisha Gray, fez o mesmo para um equipamento de transmissão de voz. Bell venceu a briga nos tribunais, mas até hoje alguns historiadores defendem que ele roubou a ideia de Gray. Atualmente, mais do que nunca, essas disputas são decisivas no mercado de telecomunicações. No final, e no caso do Bina não será diferente, a opinão que vale é a da Justiça.

Uma informação, no entanto, indica que Nicolai tem chance de levar a fatura. E ela vem, justamente, da maior empresa processada por Nicolai – a Vivo. Como tem ações na Bolsa de Nova York, a companhia é obrigada a apresentar relatórios à Comissão de Valores Mobiliários dos EUA, com informações sobre, entre outras coisas, o risco de perder processos. No relatório de 31 de março de 2010 está escrito: “Acreditamos, com base no parecer de nossos consultores jurídicos externos, que a probabilidade de um resultado desfavorável é possível.”

TROCANDO EM NÚMEROS
Se Nicolai vencer, a Justiça terá outro trabalho complicado: decidir o valor da indenização, que possivelmente seria a maior já paga do país. No Brasil, uma patente tem validade de 20 anos. O valor pago por ela é um percentual – variável – do total arrecadado com o serviço ou produto que ela descreve. Nas ações, o brasileiro pede 25%. A base de cálculo seria o faturamento das empresas de telefonia com o Bina ao longo de 20 anos. E alguém paga pela identificação de chamadas? Hoje, quase ninguém. Mas nem sempre foi assim.

“Isso está nas contas de telefone. O valor do Bina vinha discriminado. Depois, as telefônicas passaram a usar ‘identificação de chamadas’ e afinal pararam de citar a cobrança na fatura”, diz Belmonte, acrescentando que a tarifa média praticada era de R$ 10 por mês. O fato de a patente de Nicolai expirar neste ano, e de as telefônicas não cobrarem mais pelo serviço, não elimina a dívida, que é calculada retroativamente.

A título de exemplo, o advogado faz as contas usando uma taxa de 20% de royalties, e chega ao resultado de R$ 113 bilhões (veja na página anterior). Com juros e correção monetária, o valor chegaria a cerca de R$ 185 bilhões. Para se ter uma ideia, essa fortuna faria do brasileiro o homem mais rico do mundo, com uma “folga” de 40 bilhões sobre o segundo colocado, o mexicano Carlos Slim Helu – que, aliás, é dono da Claro, controladora de telefônicas alvo das ações.

Você deve estar pensando: “ah, esse cálculo é um exagero!”. Nem tanto. No único processo vencido por Nicolai em que a Justiça já arbitrou a indenização, o valor foi de R$ 550 milhões. A ação era contra a Americel, subsidiária da Claro. Como o inventor processa 40 companhias, no total, e essa é uma das menores da lista, as cifras provavelmente chegariam mesmo às dezenas de bilhões de reais.

A facada seria tão grande que as empresas de telefonia já estão apelando para terceiros. Telebrasil e Abinee, duas associações de classe, enviaram petições à Anatel, solicitando sua intervenção “em defesa dos interesses do setor”. No documento, elas dizem que o prejuízo será do consumidor, “que, além de ser privado do serviço, será certamente onerado com o repasse de eventuais custos incorridos pelas operadoras”.

A grana viria em boa hora para Nicolai, que vendeu 3 apartamentos para pagar honorários de advogados e sustentar a família – ele não trabalha desde que foi demitido da Telebrasília, há quase 30 anos. “Nenhuma telefônica me quer por perto, né?” Nenhum de seus 4 filhos trabalha, tampouco, todos no compasso de espera pela indenização redentora. Quando a situação aperta, o mineiro vende cotas de 1% da indenização – já foram 15, a última teria sido negociada por R$ 100 mil. Apesar disso, ele está com o nome sujo na praça, graças a uma dívida de cartão de crédito. “Sou muito conhecido no Serasa”, diz, bem-humorado, apesar de tudo. “Não consigo comprar nem um telefone.” De seu celular pré-pago, ele admite que talvez só seus netos vejam a cor do dinheiro. Mas torce para que a Justiça brasileira não deixe isso acontecer. “Há mais de 10 anos, todo dia imagino que o resultado vai sair no mês que vem.”

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Justiça reconhece brasileiro como inventor da bina

O processo judicial que o brasileiro Nélio José Nicolei(foto) move há mais de vinte anos contra empresas de telefonia pode estar chegando ao fim. O inventor de 72 anos, que diz ter criado o sistema que ficou conhecido como Bina, finalmente teve sua patente reconhecida.

De acordo com decisão da 2ª Vara Cível de Brasília, ele terá que receber 25% do valor cobrado pelo serviço de reconhecimento de chamadas nas empresas que o adotam. A primeira companhia julgada pelo caso foi a operadora Vivo, que terá que repassar parte do seu lucro com o serviço para Nicolei.

A decisão pode abrir caminho para desfechos similares em outras ações movidas pelo inventor. Se vencer a maioria delas, Nicolei pode se tornar multibilionário.

“Lutei praticamente sozinho. Não foram poucas as pessoas, que, nesse período, diante da indiferença dos sucessivos governos brasileiros e das ameaças que recebi, me aconselharam a desistir”, afirmou Nicolei ao Estado de S. Paulo.

“Fui até mesmo ridicularizado por advogados, autoridades e jornalistas. Mas jamais perdi de vista esse direito, que não é só meu, mas do povo brasileiro, privado dos royalties milionários que os meus inventos proporcionam às multinacionais que o usam sem pagar”, disse.

De acordo com o jornal, 256 milhões de celulares usam o serviço no Brasil, produzindo faturamento mensal de R$ 2,56 bilhões.

 

 

 
olhardigital.com.br

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Nono dígito: ligações interurbanas para São Paulo não são mais completadas

A partir desta terça-feira, 28/08, as ligações de longa distância feitas para números de celulares da cidade de São Paulo e outros municípios com código de área 11 que não incluem o nono dígito estão sendo interceptadas e recebem uma mensagem informando a forma correta de discagem.

A medida é mais uma etapa da transição iniciada no dia 29 de julho, quando todos os números de telefones celulares da área 11 receberam o dígito 9 à frente do número antigo, mas chamadas para a numeração anterior ainda eram aceitas pelo sistema telefônico.

A última etapa da transição se encerra em 17 de outubro, quando todas as chamadas realizadas dentro da área 11 marcadas com oito dígitos serão interceptadas, mas não serão completadas. Até lá, a interceptação dessas ligações ocorrerá de forma gradual. Nesse período, as operadoras poderão ou não completar a chamada após a mensagem de interceptação.

Fonte: Agência Brasil

O nono dígito deve ser acrescentado, no momento da discagem, por todos os usuários de telefone fixo e móvel que ligarem para telefones celulares da área 11, independentemente da sua área de origem, inclusive de outros estados.

A área 11 abrange 64 municípios de São Paulo, inclusive a capital. Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a medida vai aumentar a capacidade de numeração da região de 44 milhões para 90 milhões de números.

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Novo Linux Skype 4.0

Lançado ontem o novo Skype 4.0 com muitas melhorias e novos recursos.

Skype Linux

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